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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Estilos de estilos


O ambiente universitário mostra a diversidade de estilos de roupas e comportamento, e conduz estudos científicos sobre isso

                                                        Por Edson, Diogo, Jefferson, Fabrício, Andreza e Daniel


A roupa que se veste e o comportamento que se adota estão freqüentemente se tornando objeto de debate por estudiosos e também por leigos. Em determinados espaços existem regras claras do que é ou não é permitido vestir, como em locais de trabalho, por exemplo. Porém esse conjunto de regras não se aplica no ambiente acadêmico. Ainda mais se considerarmos a Universidade Federal de Sergipe (UFS), que se sobressai como um local que concentra uma grande diversidade de gostos, estilos e comportamentos diferentes. Para entender um  pouco mais sobre os estilos que dominam a cabeça dos universitários, fomos conversar com alguns deles e conferir de perto as suas opiniões. 

É possível encontrar alguns alunos usando roupas muito elaboradas e até formais, enquanto outros se vestem de maneira despreocupada. Mas não apenas alunos adotam estas variações de estilos, já que entre os funcionários e os professores também é possível detectar grandes diferanças no uso das vestimentas. 





Dentro da própria universidade, alguns pesquisadores procuram estudar essas e outras formas de comportamento. Como é o caso do professor Frank Marcon, antropólogo do Departamento de Ciências Sociais (DCS) da UFS,que  possui alguns estudos sobre a influência do vestuário no comportamento e estilo de vida das pessoas. Segundo o professor,o modo de se vestir é uma forma de expressar como as pessoas reconhecem a si mesmas, além de como elas se reconhecem num espaço de convívio social. “As pessoas não precisam se conhecer pessoalmente para compartilhar um estilo de vida” afirma o professor Frank.

Professor Frank Marcon


 Segundo ele, o comportamento - a roupa que se veste, o modo de arrumar os cabelos, a música que se ouve - faz parte de um contexto maior onde grupos sociais buscam se expressar. E esses grupos podem ser gerados em certo momento e certo lugar, ou a partir de um movimento longo e lento de toda uma sociedade. “A distinção social se dá também pela aparência, pelo consumo cultural, como as pessoas dão sentido ao que fazem”, diz.

Diversidade de opiniões


Luciana Dantas, aluna de Fonoaudiologia



Luciana Dantas, 19 anos, estudante do curso de Fonoaudiologia, afirma que às vezes se preocupa com a roupa que vai vestir, mas não quando se trata de ir à universidade. Ela acredita que por ter escolhido um curso da área de saúde, deverá seguir regras rígidas quanto ao vestuário no ambiente de trabalho.

Entretanto, Luciana avalia que uma roupa não é capaz de definir a personalidade de ninguém, e muito menos a condições social ou outros indicadores que qualificem o indivíduo. “Numa batida de carro, por exemplo, o que estiver mais bem vestido será mais bem visto, o que nem sempre está correto” diz ela. 






Bárbara Melo, aluna de Letras




Já a estudante do curso de Letras, Bárbara Melo, de 22 anos, pensa bem diferente. Por ser evangélica, a estudante segue regras de vestuário mais rígidas no cotidiano. Ela somente veste saias e não consegue se sentir confortável usando calças. Bárbara acredita que a roupa reflete sua personalidade, e se acha capaz de saber como os outros são por meio do que vestem. "Me acho uma pessoa forte e decidida, e creio que todos podem perceber isso por meio das minhas roupas", afirma. Além dos motivos religiosos, ela guia sua escolha não pelo humor, mas pela praticidade e conforto, sempre pensndo no lado funcional da roupa, e não apenas no estético.









Levi Marques, estudante do curso de Psicologia, de 20 anos, atenta para o poder de comunicação que as roupas têm. Ele dá como exemplo as camisetas que fazem propaganda de bandas de rock e que são muito comuns entre os jovens universitários. Ele diz que nunca usa tênis e nem calças, e que veste “a primeira roupa limpa” que encontra. Para ele, a roupa não tem relação alguma com seu humor.

Já para Douglas Nascimento, estudante do curso de Artes Visuais, de 21 anos, a meta é não seguir o que a mídia determina, e nem seguir estereótipos da moda. Ele ainda diz que não gosta de usar cores vibrantes, só veste apenas tons pasteis, mas que isso não significa que não tenha bom humor. 

Levi Marques, aluno de psicologia

Douglas Nascimento, aluno de Artes Visuais


Mais do que aparenta


O professor Frank diz que nem sempre a roupa representa quem a pessoa é, mas pode indicar o que ela sente e, principalmente, dar pistas sobre o que ela faz.“Pessoas que partilham um modo de vida partilham-no em um momento, mas nem sempre em outros momentos. Em uma hora somos pais, outra somos filhos, em outras professores, e ainda alunos” diz ele. O professor explica que a sociedade faz das roupas um símbolo, cada roupa simboliza uma coisa, e o modo de se arrumar com elas é igual uma encenação teatral, onde cada um mostra quais os valores e as idéias que formam sua vida. 
 


O professor Frank mostra um exemplo curioso. Como seria o relacionamento entre um garoto punk e uma menina cristã? Todos estranhariam a cena pela grande diferença da aparência de ambos. E essa diferença realmente é fruto de uma diferença entre seus valores e concepções de vida. Enquanto o cristianismo se preocupa em estabelecer regras e moralidades, o movimento punk se preocupa em não impor regras e moralidades. Entretanto, o professor usa o mesmo exemplo para mostrar um fator importante, o modo como a sociedade muda o significado simbólico de alguns estilos de vestuário.  




Ele mostra como algumas roupas e assessórios do movimento punk foram perdendo seu significado de protesto e transgressão. Por isso, a indústria da moda passou a usar essas roupas como produtos, e eles se mostraram lucrativos. O professor explica como esses processos são complicados, os punks originais não queriam criar regras, e sim contestá-las. Pporém, existem regras de arrumação das peças e assessórios para que uma roupa seja considerada punk. 




É assim que o professor de Antropologia, Frank Marcon, ilustra o quanto todas as pessoas são complicadas. As idéias punks que queriam desdenhar dos padrões de se vestir bem criaram outros padrões de se vestir bem, que hoje são contestados de outra forma. Logo, o professor mostra que o termo “modismo” se refere não só a roupas, mas a símbolos de comportamento social. "O símbolo pode ser fruto de uma idéia, e uma idéia pode ser fruto de um símbolo. O ser humano é tão complexo, que cria símbolos de símbolos. A relação entre estilo de vida e moda é uma via de mão dupla. Os estilos de vida podem gerar modismos, e os modismos podem gerar estilos de vida”, conclui o antropólogo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Várias opções de comidas no shopping de Aracaju


Por Andréa Cerqueira, Julie Melo Braga, Nara Barreto, Tati Melo, Verlane Estácio
Comidas de quase todos os continentes em um só lugar
A capital sergipana pode-se dizer privilegiada quando o assunto é diversidade. Os habitantes de Aracaju têm uma infinidade de opções entre bares e restaurantes, onde podem ser encontrados os mais diversos tipos de comida. Nos shoppings da capital, são oferecidos cardápios que variam desde o fast food à comida oriental, agradando todos os gostos.
Segmento do shopping que serve Fast food


Doces que enchem os olhos de  quem passeia pelo shopping
Um dos shoppings, que possui 37 estabelecimentos de alimentação, abriga os segmentos de cafeterias, docerias, fast foods, grelhados, hamburguerias, pastelaria e pizzarias, além de comida árabe, chinesa, japonesa e nordestina.
Comida japonesa servida à rigor


Opção de culinária Chinesa
Restaurante especializado em grelhados
A praça de alimentação dos shoppings atrai também pela facilidade e agilidade, visto que a maioria dos restaurantes são self-service. De acordo com Ana Carla dos Santos, gerente de um restaurante especializado em grelhados que não deu permissão  para divulgação de sua imagem, apenas das comidas expostas, o período de maior movimento é o fim de semana, normalmente entre as 12 e 15 h, onde são recebidas pessoas de todas as idades.
Opções de montagem do prato ao gosto do cliente
Bianca Tavares almoça no shopping semanalmente
Para a servidora pública Bianca Tavares, almoçar no shopping é também uma forma de lazer. “Geralmente venho uma vez por semana. Gosto da comida servida aqui e da variedade de cardápios que posso escolher. Mas confesso que gosto mesmo da comida chinesa”, afirma.
Seja por lazer ou necessidade, os shoppings são uma alternativa para pessoas que desejam ter opções de escolha, comer bem e de uma forma rápida.






Vida corrida muda os hábitos de comer da população

Verduras e saladas disputam espaço com fast food.
por Anne Samara, Larissa Regina e Lorena Larissa
   Devido à falta de tempo imposta pela sociedade moderna e capitalista, brasileiros e sergipanos vêm adquirindo costumes alimentares irregulares e descuidados, tais costumes são refletidos no bolso e na saúde da população da capital. O pouco tempo, a falta de recursos e escassez de informação são os principais motivos da chamada era do fast food ou para o bom português, comida rápida.
Mara Silva aproveitando o tempo livre para fazer uma 'boquinha'.
   No centro da cidade há vários restaurantes e lanchonetes que produzem dezenas de quilos de comidas e petiscos diários para dar conta do contingente ali instalado. Comerciantes, empregados, ambulantes e principalmente pessoas que vão fazer suas compras de Natal são os principais públicos-alvo deste setor que registra alta nesta época do ano. A desempregada Mara Silva que estava no centro da cidade e interrompeu suas compras para alimentar-se, demonstra como essa prática vem se tornando cada dia mais comum. “Eu prefiro almoçar, mas hoje estou lanchando. Sempre que almoço opto por algo mais natural, frango grelhado e salada sempre fazem parte da minha dieta”, afirma.

Mãe e filha lancham alimentos considerados práticos e de baixo preço.

   Saúde quase nunca é levada em conta na hora de escolher a refeição, a pressa é a maior inimiga de quem se alimenta no Centro da cidade, essa correria faz com  os trabalhadores e consumidores optem por refeições que não levem muito tempo para serem preparadas. Atualmente é comum observar pessoas comendo enquanto fazem outras ocupações, não proporcionando ao corpo uma satisfação plena de suas necessidades. A secretária Denise Ribeiro diz que raramente consegue almoçar fora do trabalho. “Às vezes nem dá tempo de parar para comer, geralmente como no meu emprego mesmo, para dar conta de todas as minhas atividades”, conclui.
Cozinheiro Roberto preparando o almoço de seus clientes.
   A maioria dos restaurantes disponibiliza em seus cardápios saladas, grelhados e peixes, alimentos com altos valores nutritivos  e vitaminas, porém esses alimentos passam despercebidos ao lado de alimentos gordurosos e de grande valor calórico pela praticidade e a falsa sensação de estar bem alimentado. Segundo Roberto Cláudio, cozinheiro de um restaurante da capital sergipana, a procura pelos alimentos naturais disponibilizados no local é muita pouca, perdendo em preferência por alimentos industrializados e nem um pouco saudáveis. “O que sai mesmo aqui no nosso restaurante são alimentos gordurosos, o bife e a batata frita são os mais pedidos”, completa.
A indecisão na hora de escolher os alimentos.
   Esse estilo de vida, alimentação consumida de maneira errada e em grande quantidade aliado a falta de exercícios físicos  pode ocasionar doenças em jovens e adolescentes velhas doenças conhecidas por anciãos como diabetes, hipertensão, colesterol  e doenças cardiovasculares. Tudo isso integrado a escassez de políticas públicas por parte do governo para combater a obesidade transforma nossa sociedade em uma bomba relógio prestes a explodir.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Transporte tradicional Aracaju-Barra corre risco de desaparecer

Por: Daniel Nascimento, Eloy Vieira, Igor Bacelar, Joanne Mota, Manoela Veloso e Thiago Vieira

Travessia de barcos Aracaju/Barra. Mesmo com a ponte a população ainda prefere usar o chamados 'Tototós'


“Quando a rua começa a se movimentar sei que mais um dia já começou e mais uma vez tenho que ir até o portinho para ligar o motor do barco e começar mais um dia de luta”. Esta foi a declaração do barqueiro e morador da Barra dos Coqueiros Ariosvaldo Euclides dos Santos, ao narrar a rotina que traça há 46 anos no trabalho de transporte marítimo de pessoas que utilizam os ‘tototós’ como meio para se locomover no trajeto Barra/Aracaju/Barra.

Segundo ele, esta é uma profissão muito antiga e que já rendeu muito dinheiro para quem negociava neste ramo. “Teve dias de eu só precisar trabalhar até as 10 horas da manhã, nesta hora eu já tinha ganhado o dia de trabalho. Em 1964, este trabalho pra mim era o melhor, ter um barco me animava muito”, explica o barqueiro.

Morador da Barra do Coqueiros,
Ariosvaldo é barqueiros desde 1964 
Triste e desacreditado do seu ofício, Ariosvaldo diz que diferentemente dos anos anteriores, hoje não se tem o mesmo faturamento de antes e um dos motivos foi o avanço do progresso sem olhar para os comerciantes antigos da região da Barra dos Coqueiros. Além de criticar o descaso das prefeituras de Aracaju e da Barra e do Governo do Estado no que se refere a políticas públicas de apoio.

“A ponte Aracaju/Barra (Construtor João Alves) trouxe muitos benefícios para a Barra, mas acabou com o trabalho dos barqueiros. Hoje, com a ponte a gente gasta uma semana de trabalho para ganhar o que conseguimos numa manhã de transporte. E as prefeitas e nem o Governo estão ligando para os barqueiros”, desabafa Ariosvaldo.
Com embarcações que comportam de 15 a 70 pessoas, além do comandante e marinheiro, tripulação exigida para o funcionamento do barco, 24 barqueiros lutam para manter este serviço e atender aos usuários que dizem gostar de usar o serviço.

Mesmo com a gratuidade no transporte urbano,
o aposentado prefere fazer a travessia de barco
Para o usuário Luiz dos Santos, morador da Barra há 12 anos, o transporte nos to-to-tós mais tranquilo, além de ser uma coisa tradicional para a Barra. “Sou aposentado e não pago mais passagem, mas prefiro para os to-to-tós a usar o serviço de transporte público. Penso que as prefeituras deveriam olhar para este setor que está esquecido e corresponde a um traço cultural da Barra”, salienta Luiz.

Alberto Santos Cruz, barqueiro há 5 anos, explica que entrou no ramo por conta do pai, também barqueiro por muitos anos. Ele diz que hoje a profissão passa por muitas dificuldades, e a construção da ponte contribuiu ainda mais na piora da situação.

Barqueiro Alberto Cruz atravessa o rio pela X vez


“O trabalho hoje é muito difícil, a gente cobra um rela por passageiro e isso é para fazer a manutenção do barco, pagar o combustível, o marinheiro e sustentar a família. Por isso muitos companheiros têm que ter dois empregos ou fazer bico para conseguir sobreviver”, desabafa ele.  
Os barqueiros também informaram que o único acompanhamento que possuem hoje é da Capitania dos Portos, seja na orientação da profissão seja nos itens que se refere à segurança de quem usa o serviço.

Depois da construção da ponte Construtor João Alves, o trabalho dos
barqueiros é cada vez mais raro

Até o fechamento desta matéria não conseguimos informações com a assessoria da Capitania dos Portos para saber como se dá o acompanhamento dos barqueiros tanto na fiscalização como na orientação de trabalho. 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um natal importado

Mais uma vez, os centros de compras de Aracaju se baseiam na cultura de outros países para atrair o público neste natal.


Por : Fabiana, Isabelle e Alysson


Decoração natalina da praça central do Shopping Riomar  

Com as proximidades das festas de final de ano, os centros comerciais se enfeitam com pomposas ornamentações, luzes e enfeites cheios de brilho e cores com tons mais voltados as cores vermelho, branco, dourado e verde, retratados pelas vestes do Papai Noel ou das imensas árvores de Natal instaladas nas lojas, ou pelos corredores dos shoppings da capital sergipana.

Toda essa magia criada em torno da festa que celebra o nascimento de Jesus Cristo, contudo, é bem mais rica do que realmente o natal simboliza, mais absurdo ainda é vermos toda esta decoração não refletindo o espírito da própria festa, mas servindo de chamariz para a compra de produtos relacionados a esta época do ano.

Elementos que em nada lembram o espírito de renovação ou fraternidade, do qual o que se celebra entre as diversas religiões cristãs existentes pelo mundo, muito menos o clima tropical do Brasil é sugerido nessas decorações, que sempre remontam regiões mais polares e frias, contrastando com o calor do nordeste brasileiro.

Decoração do centro da cidade de Aracaju

Pelas ruas do centro comercial de Aracaju, bem como nos dois shoppings da cidade, o que se nota é que mesmo com todos os avanços dos projetos que resgatam a cultura no nosso país, o natal ainda é retratado com muita neve, bem diferente do calor tropical brasileiro.

“Não têm muito esforço em regionalizar a decoração, o que traria uma inovação à festa”, conta Aldemar Silveira, um dos consumidores do Shopping Riomar. “Alguns brasileiros têm mania de americanizar as coisas, isso é um reflexo do imperialismo econômico, que faz o natal girar em torno do lucro, esquecendo do verdadeiro espírito natalino, o do nascimento de Jesus Cristo”, completa a consumidora Priscila Siveira, mulher de Aldemar.

Casal Silveira observa decoração natalina do Shopping Riomar

Já a ornamentação do Shopping Jardins, não foge a regra, e mostra um natal com muita neve e até elementos que sequer existam em regiões bastante frias, como exóticos cogumelos vermelhos, e flores que brotam da neve. Esta tendência do natal importado não é recente, desde a chegada dos imigrantes europeus muitos dos elementos que compõem esse natal mais nevado e bem longe das cores e das altas temperaturas do nosso país.

Roda gigante orna a praça central do Shopping Riomar

Embora muitos desses elementos tornaram-se sinônimos da festa, o natal brasileiro também  tem seus simbolismos, danças, comidas que também dariam temas a serem abordados pelos vitrinistas e decoradores brasileiros.

Talvez não fosse agradável para muitos, ver um mandacaru enfeitado com luzes, bolinhas e festão, nem tampouco servirmos os nossos doces tropicais e castanhas de caju e do Pará em nossas mesas, muito menos ouvirmos canções de reizado ou pastoril enquanto ceamos.

Bonecos com roupas fazem parte da decoração.

Se alguns desses exemplos pareçam estranhos, ou não são do conhecimento geral, em parte se deva a cultura dominante, que as vezes nos faz esquecermos nossa identidade vivendo uma realidade até certo ponto virtual, já que em nada retratara a vida no nosso país, mas que se torna realidade quando o assunto é a decoração natalina. 




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Consumismo feminino: por que elas consomem mais?

Por Monique Garcez, Mairon Hothon, Elaine Casado, Bruna Guimarães e Adler Berbert


Uma manhã ensolarada, um cartão de crédito com débito, uma vitrine luminosa, um sapato em liquidação e uma mulher passando pela loja, esse é o cenário perfeito para explicar um pouco do desejo de consumo feminino.  Que as mulheres compram, ou pelo menos gostam de comprar mais do que os homens, isso é já um fato até comprovado pelo IBOPE, e que vamos evidenciar logo mais abaixo. Contudo, para explicar por quais motivos isso se dá, é preciso que um estudo mais aprofundado seja realizado.

Homens e mulheres se diferem em muitos aspectos, dentre eles está à maneira de comprar e onde comprar. Em uma pesquisa feita sobre os gêneros humanos nas atitudes de compra, os dados mostram que as mulheres preferem comprar pessoalmente e nas lojas, pois necessitam ter o contato pessoal e poder conversar com o vendedor. E isso as difere dos homens, pois estes preferem comprar mais produtos de informática e de eletrônica pela Internet.
Promoções, sonhos, raridade, combinações, rapidez e outros itens importantes fazem do desejo de compra um sentimento de prazer e independência para as mulheres, e isso tudo é ocasionado por um momento de impulsão. A compra compulsiva pode até resultar em uma doença nomeada de oniomania. Ela é comparada a dependência de álcool e cigarro. Além disso, o consumo feminino muitas vezes pode estar aliado a outros problemas psicológicos, como a ansiedade e a baixo auto-estima. Tudo isso é explicado pelas diferenças da constituição genética, social e cultural entre homens e mulheres. Segundo um estudo realizado pelo IBOPE, que traçou os hábitos de consumo das brasileiras, as mulheres são mais detalhistas, e de uma maneira geral gostam de variar de marca, procurar por preços mais baixos, ter um contato pessoal com o vendedor da loja, e pagam mais caro por produtos de higiene pessoal. A pesquisa ainda mostra que a diferença em quantidade de compras entre homem e mulher chega a 10%.
Dessa forma, o consumismo feminino é maior que o masculino, e as mulheres prezam mais pela necessidade de realizar os seus desejos. A explicação para esse fato vai muito além do que classe social, cultura, raça ou quantidade de salário no final do mês, pois vai afundo nos meandros da genética feminina. E enquanto tudo isso foi mencionado, alguma mulher que estava passando em frente de alguma loja, já comprou um sapato, uma bolsa para combinar com ele, e agora está procurando por algum outro produto que a satisfaça.


Alguns dos produtos mais cobiçados pelas mulheres

Livros também são alvo de consumo

Um dos livros mais vendidos

Combinação de cores dá visibilidade a vitrine

Sempre há tempo para dar mais uma olhadinha

Não há quem não olhe para uma bela vitrine

Mulheres gostam de ir juntas ao shopping 
Produtos naturais também são cobiçados
Criatividade e inovação são fatores que chamam a atenção das mulheres