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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Orla da Atalaia: o ponto de encontro do lazer com o esporte

Por Roberto Aguiar, Luiza Cazumbá, Eduardo Ferreira e Shayne Coelho 

A orla da Atalaia em Aracaju não chama atenção somente pela enorme faixa de areia entre o mar e a Av. Santos Dumont. Mas também por ser um espaço com forte atração esportiva. Desde a simples caminhada ao kart. Várias modalidades esportivas se encontram em um só lugar.

A Equipe @F5 captou algumas imagens que revelam o encontro do lazer e com esporte na orla de Aracaju.


 
Família Alves, residentes no bairro Orlando Dantas,
vôlei no fim de tarde,
enquanto o sol caminha rumo ao oriente.

O futebol marcando presença. A meninada enfrentando
 o  cimento da quadra com seus pés descalços.

♪ Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol? 

O homem desafiando a lei da gravidade.
Subir quando a regra é descer.

Quando o limite da velocidade é acelerar. 


Simples manobras não têm graça...

... tem quer ser 100%  adrenalina. 

Quando surfar não basta...

... é preciso voar!

O ponto de equilíbrio entre o homem e o elástico.

Tudo vale para voar, na beira da praia,
 de frente para o mar.

Quando o gigante mar é desafiado
pelo homem e sua pequena prancha.

Quando a intenção é deixar a pequena bola no ar.

Colorindo o céu na orla da Atalaia.
Mais Fotos

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Jovens promessas do patins sergipano

Gêmeos se preparam para começar o treino


Garotos treinam forte para ganhar espaço nesse esporte que ainda é esquecido por muitos.  


Aggressive in line - em busca do topo da rampa


Por Osmar Rios, Eudorica Luciana, Joseilton Bispo, Wallison Oliveira e Helder Santos.


Patins “in line” ou, na tradução ao pé da letra “em linha”, é esse o esporte praticado por três jovens atletas, que são promessas para o patins sergipano, e até brasileiro. Entretanto, eles preferem uma patinação “mais agressiva”, chamada de “Aggressive In line” (no português, Agressiva em Linha). A patinação agressiva inclui uma variedade de manobras, deslizes, saltos, e outras avançadas manobras de patinação. Também chamada de "Patinação de Rua" ou "Street".


Manobras ousadas fazem parte deste esporte

Pista da Praça da Juventude

Enquanto patinação agressiva refere-se a manobras em quase qualquer obstáculo, patinação de rua refere-se especificamente a obstáculos não-posicionados (sem ser em pistas). Existem dois tipos de patins agressivos, os rígidos e flexíveis. Os rígidos além de não serem flexíveis, são geralmente mais pesados comparados aos patins recreativos. Os flexíveis, são bem mais flexíveis mas normalmente tão pesados quanto os rígidos. As rodas são pequenas (por volta de 56 mm), e a velocidade relativamente baixa (comparado aos patins recreativos) para dar mais controle nas manobras.


Segundo os atletas, um patins novo de boa qualidade custa por volta de 1.100 reais e o mais simples uns 600. Já quanto aos patins usados, os melhores custam entre 500 e 700 reais, e os mais fracos estão abaixo de 500 reais. Contudo, John explica que seja usado ou novo os patins geralmente são muito resistentes, duram por muitos anos se, claro, forem bem cuidados.

Patins de John bem cuidada para ter uma maior duração e evitar odoes desagradáveis, pois o pé costuma suar bastante.

Os dois primeiros patinadores são os gêmeos Alan e Alysson Cruz, de 20 anos. Eles treinam há um ano e três meses, e começaram a andar ao ver o amigo (e terceiro patinador da reportagem) John Lessa, que já pratica o esporte desde os treze anos de idade, e este ano completa 6 anos de “agressive in line”. Os três patinadores treinam todos os dias nas pistas da Praça da Juventude – no conjunto Augusto Franco – e na “Cara de Sapo” – na Orla de Atalaia. Na primeira, eles costumam treinar a tarde, por volta das 16 até as 20 horas. E, na segunda pista, o treino acontece a noite, sem horário específico para começar, mas sempre acaba as 23 horas.

Gêmeos Alysson (a frente) e Alan contam um pouco sobre os treinamentos bem animados

John observa os amigos e dá algumas dicas
 Eles utilizam patins que possuem uma base com duas rodas, o peso é entre um e dois quilos e meio, lembrando que o número da bota é diferente do número do shell (a base do patins que fica logo acima das rodas). Os garotos também saem para, como eles dizem, “dar um rolé” na rua, atrás dos chamados Pico-street que, segundo Alysson, são pontos onde podem executar suas manobras, como canos, quinas, portas de lojas. “Uma vez pegamos um toldo velho, o colocamos de cabeça para baixo e usamos”, conta Alan.
“Quando saímos para o ‘rolé’ fazemos o chamado ‘rachinha’, uma disputa de manobras durante o percurso, ajuda para animar o ‘rolé’. Aí um vai e faz uma manobra, então o concorrente tem que fazer uma melhor e aí vai até que um deles não tenha mais nenhuma manobra para superar o outro”, explica Alysson.

Alysson treinando saltos

Alan e Alysson ainda vão participar do primeiro campeonato oficial (imagem abaixo), já John contém quatro campeonatos em sua bagagem: “No primeiro torneio fiquei em último, depois fiquei em penúltimo. Aí no terceiro fiquei em segundo lugar e no mais recente fiquei em quarto lugar”. John falou a nossa equipe que quem o influenciou foi o cunhado, que já andava muito e quando ele quis praticar o esporte recebeu bastante incentivo, chegou a receber três pares de patins do cunhado. Os garotos comentam também que há poucos patinadores em Sergipe, cerca de vinte, e é difícil manter um contato mais próximo, o jeito é falar pela internet. Porém eles conseguem marcar com patinadores de outros estados do Brasil para que venham competir aqui e trocar ideias sobre o esporte.

Foto: Divulgação

Quanto aos equipamentos, eles dizem só utilizar a munhequeira. Só usam o capacete no campeonato, pois é obrigatório, o que torna a “brincadeira” perigosa, com chances maiores de se machucar, como Alan que cortou o supercilío em uma queda na pista. Ultimamente eles estão treinando também todos os dias, meia noite, na Praça da Juventude e, para “dar um rolé”  são convidados mais cinco amigos, todas as segundas, quartas e sextas. Atualmente, há apenas um grupo no qual participam todos os patinadores sergipanos, chamado “Du Mangue” (Entre no Blog: clique aqui). E é esse grupo que está organizando este próximo Campeonato (que em média tem de 15 a 20 atletas), dia 11/12, através dos membros de maior permanência como: Picolino, Sacaroto e Thiago Aoshi, assim informou John Lessa. Esse grupo está até criando uma espécie de grife “Do Mangue”, onde criam roupas e acessórios com esta marca citada.

John parece "flutuar" sobre o cano

Alan voa alto em busca de uma boa colocação em sua 1ª competição


Curiosidade: Ascensão do Esporte
O aggressive inline deu seu primeiro grande passo na produção de um filme de longa duração: Dare to Air, um filme feito para pessoas que estavam iniciando neste esporte. Dare to Air foi feito com um orçamento baixo, uma produção praticamente caseira, mas que conseguiu passar a idéia de que como seria este esporte, mostrando todas as habilidades de manobras com grau de dificuldades bastante elevados para a época. Também mostrou bastante a cidade e os locais de manobras, os terrenos onde praticantes executavam suas manobras. Dare to Air foi o primeiro grande passo de divulgação, iniciando a partir dele uma evolução deste esporte radical que nunca mais parou de crescer.
Apesar de pouco tempo no esporte, Alysson demonstra habilidade

Em complemento a o filme anterior, The Hoax foi o primeiro vídeo de manobras realmente agressivas que até virou uma espécie de bíblia para os praticantes do aggressive inline. Arlo Eisenberg fez o maior empenho para que Craig Caryl fizesse este filme. Arlo revelou em entrevista que "se não fosse pelos vídeos, o aggressive Inline não teria a força que tem nos dias de hoje".
Na atualidade, os patinadores concluem manobras em corrimões gigantes, altos e de preferência com um "precipicio ao lado" e pulando de altura de mais de 3 metros, como casas, de 1° e 2° andares de blocos de apartamentos. (Fonte: wikipedia)

Veja mais fotos: clique aqui .

sábado, 19 de novembro de 2011

Vôlei sentado promove inclusão em Sergipe


1º Torneio de Vôlei Sentado abre espaço para a divulgação do paradesporto

Por Iargo Souza, Nayara Arêdes, Raimundo Morais
e Victor Daniel

Na manhã do sábado, 19, realizou-se no ginásio do Instituto Federal de Sergipe (IFS) o 1º Torneio de Vôlei Sentado do estado. Mais do que a competição, o evento visa promover a inclusão social e a cidadania, oferecendo aos para-atletas a oportunidade de entrar em contato com o esporte de modo a superar suas limitações físicas. Além dos paradesportistas, o torneio se voltou aos próprios estudantes do IFS. Os alunos do 1º ano do curso de informática não só participaram da organização como também competiram.
Paratletas treinam antes dos jogos
Equipes reunidas de confraternização
"Devemos adaptar as regras
para  que todos possam
jogar", diz Oswaldo
Para Oswaldo Mendonça, professor e organizador do evento, o momento é de conscientização. “Ninguém quer ser deficiente, mas um dia todo mundo pode se tornar um. A gente, no mínimo, para pra refletir e repensar nossas atitudes. Queremos formar cidadãos conscientes e críticos”, diz. A mudança de visão se dá também entre os próprios deficientes com relação a sua imagem. Ângela José, esposa do para-atleta Hélio José, diz que o esporte ajudou a melhorar a vida do marido. “O vínculo muda a maneira de pensar e conviver. Ele se sente bem por estar com pessoas com o mesmo problema que ele, deixa de ser o ‘especial’ do grupo e fica mais a vontade”, conta.

Mirela se emocionou com
a experiência
Participaram do evento cinco equipes formadas por atletas do Centro Integrado de Esportes Paratletas, cadeirantes do IFS e equipes de estudantes não deficientes. Para a estudante Mirela Farias, jogadora do time Winners, “o evento é uma forma de inclusão, pois mexe com a auto estima, é como se eles crescessem através do esporte”. Nos jogos os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar outra realidade, jogando sentados e reproduzindo os movimentos dos paradesportistas. “Treinamos durante um mês e meio e hoje eu estou emocionada. Eu percebi que a gente pode fazer coisas impossíveis, depende só do que acreditamos. Preconceito não leva a nada, todos somos pessoas e temos que confraternizar”, diz Mirela.

O Paradesporto e o vôlei sentado em Sergipe

Paratletas e alunos do IFS se cumprimentam após o jogo

"Tenho uma irmão paraplégico,
meu sonho é vê-lo aqui",
conta Ruth


O professor Oswaldo Mendonça explica que no estado, o paradesporto iniciou-se em 2003, com a prática do basquete em cadeira de rodas. Após cinco anos, alguns dos atletas que praticavam essa modalidade passaram a jogar o vôlei sentado dentro de uma sala de aula, sem a estrutura adequada. O IFS acolheu o esporte, disponibilizando seu espaço para treinos. Desde então, o IFS transformou a iniciativa em um projeto de extensão. Segundo a pró-reitora de pesquisa e extensão Ruth Andrade, “temos a pretensão de ampliar o projeto. Queremos acolher os paratletas em nosso quadro de alunos, criando cursos direcionados para que eles não venham aqui apenas jogar, mas também se para que se capacitem inclusive para o mercado de trabalho”.

Independente das medalhas, todos ganham
com a prática do esporte
Oswaldo destaca que existe a pretensão de se criar nos próximos anos um núcleo de formação de paratletas no estado, que deve incluir não só o vôlei sentado e o basquete de cadeira de rodas, mas modalidades como o golbol – uma espécie de handebol para deficientes visuais – e a capoeira adaptada para deficientes mentais. Enquanto o núcleo ainda não é uma realidade, competições são organizadas com o intuito de levar o esporte a público e agregar novos parceiros e atletas. No próximo sábado, 26, acontecerá no Ginásio Carlos Cruz, no bairro Dezoito do Forte, o Esporte e Cidadania. O evento envolverá diversas modalidades desse gênero esportivo, e promete reunir maior público que o torneio.

Atletas sofrem com falta de divulgação e incentivo ao esporte
Um dos entraves ainda enfrentados pelos paratletas é a falta de apoio e de divulgação. O estreante Jailson Costa fala de sua experiência: “Eu mesmo estou vindo pela primeira vez, e fui convidado pra jogar quando estava passando na rua. Oswaldo parou o carro e me chamou. Já tinha até ouvido falar antes, mas nunca no rádio ou na TV”. A este respeito, Oswaldo diz haver planos de criação de uma página sobre o paradesporto na internet em parceria com os alunos do curso de informática. “Temos dois jogadores que saíram daqui de Sergipe e foram jogar basquete na Europa, mas ninguém sabe. Nosso objetivo ao divulgar não é só preparar pra competição e olímpiada, é o social”, diz.

“Rompendo fronteiras”
Hélio José, 58 anos, sofreu aos 13 o acidente que o fez perder uma de suas pernas. A partir de então, teve que aprender a conviver com as limitações que sua condição física lhe impôs.

Ângela e Hélio: "me apaixonei por ele à primeira
vista. No começo minha família era contra, hoje
 ele é o mais querido"  
"Quando moleque eu sonhava em ser jogador de futebol. Cheguei até a ser convidado a jogar no Olaria, um time do Rio, de onde venho. Mas quando aconteceu meu acidente, o sonho foi pro espaço. Aí fui estudar, trabalhei desde cedo. Tive um problema de síndrome do pânico, e como sempre vinha aqui em Sergipe, vim pra cá de vez. Um dia fui levar meu sobrinho no futsal, e Oswaldo me falou do vôlei. Aí comecei a jogar, trouxe minha família e desde então estou aqui. Claro que já cheguei a sofrer preconceito na minha vida, mas a gente que é deficiente também tem preconceito com outras coisas. Tem até preconceito de deficiente pra deficiente. Só que a gente tem que aprender a absorver os tijolos que jogam em nossa cabeça e construir uma casa. O deficiente é olhado com medo pela sociedade, mas isso pra mim já é normal. E o esporte me ajudou muito, até com relação à síndrome mesmo... Fez com que eu olhasse a mim mesmo sem ter vergonha, de um jeito diferente. Ele faz com que você faça amizades e quebre barreiras. Hoje eu tenho minha família unida, dois filhos, e um casamento de 32 anos. Se um dia eu chegar a virar profissional é consequência, mas o que eu quero é continuar jogando”.



Entenda o vôlei sentado:

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Estresse leva cada vez mais pessoas a buscar o Yoga para relaxar

Por Ayalla Anjos, Cleanderson Santana, Leandro Calado, Maíra Silveira, Sóstina Silva, Thaís Guedes 


Número de adeptos tem crescido e se diversificado


     A correria do dia-dia, o trânsito caótico, e todos os demais problemas dos centros urbanos têm levado muita gente a procurar no Yoga uma nova forma de vida ou apenas uma maneira de sentir-se “leve” em meio a tudo isso. 
     O Yoga surgiu como uma filosofia milenar oriental que busca a integração da personalidade em todos os níveis possíveis: físico, mental, intelectual e espiritual. Segundo a educadora física que há 3 anos trabalha com Yoga, Adriana Alves, os benefícios que esse exercício traz para o praticante são inúmeros. “O yoga trabalha concentração, melhora ansiedade, depressão, trabalha o corpo como um todo, musculatura, força, equilíbrio, coordenação, melhora a respiração, a capacidade vital que é a capacidade de absorver oxigênio”, explica.  


Professora de Yoga Adriana Alves  


     Por proporcionar o equilíbrio entre mente, corpo e espírito, a atividade vem atraindo cada vez mais adeptos. De acordo com Adriana, o perfil da maioria das pessoas que procuram o Yoga, é o dos que buscam controlar o estresse, ansiedade, a depressão. “Hoje está começando a aparecer o pessoal mais jovem no yoga, mas antes o público era mais o pessoal acima dos 30 que já está com muitos problemas como excesso de trabalho”, afirma. 
     Ainda segundo a professora, o Hatha Yoga prioriza os Àsanas (posturas) e os Pránáyámas (respirações), características que, quando trabalhadas de maneira conjunta, proporcionam mais equilíbrio, coordenação, força, potencializam a capacidade respiratória, relaxam o corpo e a mente e melhoram a concentração, entre outros benefícios.         
     Praticante de Yoga há pouco tempo, a estudante de biologia na UFS, Camila Cunha, destaca as mudanças e os benefícios que tem observado desde que começou o exercício, “Ultimamente meu nível de estresse tem sido alto e o yoga tem ajudado aí, pois durante a prática consigo parar, pensar mais sobre mim, me observar, e quando saio de lá me sinto mais leve”. Já a aluna do curso de Audiovisual na UFS, Karla Caroline, relata que sempre teve curiosidade e a partir de amigos e da internet descobria e cada vez mais crescia o interesse pelo Yoga. Atualmente, apesar freqüentar a atividade a pouco tempo, Karla declara “Agora, quando saio das práticas me sinto renovada”. 


A estudante de Biologia Camila Cunha pratica Yoga a pouco tempo


     As aulas no Parque da Sementeira fazem parte do projeto "Atividade Física no Parque", lançado em 2007 pela prefeitura, no qual são ofertadas gratuitamente à população, práticas de Yoga e alongamento. Para quem quer praticar yoga lá é só aparecer às segundas, quartas e sextas-feiras, em um dos dois horários :pela manhã das 6h30 às 7h30, e pela tarde das 17h30 às 18h30. 




Para iniciar a prática, os participantes buscam "esvaziar" a mente
A professora Adriana Alves trabalha com Hatha Yoga para inicantes
A prática é favorecida quando praticada em contato com a natureza
O Yoga trabalha a concentração nos movimentos


Você sabe o que é Yoga? 
     Ao pé da letra, Yoga significa união, pois busca unir e integrar o corpo, a mente e as emoções para que sejamos capazes de agir de acordo com nossos pensamentos e com o que sentimos, de forma consciente e harmoniosa. O Yoga induz a um profundo relaxamento, tranqüilidade mental, concentração, clareza de pensamento e percepção interior juntamente com o enrijecimento muscular e o desenvolvimento da flexibilidade. 
     É considerada uma filosofia de vida, cujo surgimento se deu no oriente, mais especificamente na Índia há mais de 5000 anos. A prática figura ainda hoje em todo o mundo como o mais antigo e holístico sistema para colocar em forma o corpo e a mente. 
Como filosofia de vida, o Yoga também prega o Vegetarianismo
Os praticantes são incentivados a respeitarem suas limitações


Como o Yoga chegou ao Ocidente?
    Praticar Yoga, assim como acunputura, tai-chi e tudo mais o que se oferece no mercado hoje em dia como solução para o estresse do cotidiano, fazem parte do movimento alternativo que surgiu na década de 70, mais especificamente o movimento psicologista ou emancipacionista. Essa corrente ideológica foi incorporada nos discursos dos militantes estudantis no final dos anos 60, os quais defendiam a idéia de que a transformação do sistema só seria possível a partir de uma profunda transformação psicológica. 
    Crises existenciais, solidão, estresse, e todos os seus derivados, tudo isso para o movimento psicologista é condicionado pela carência de relações comunitárias de vida, conseqüências de uma lógica capitalista que estimula o individualismo e a exploração da força de trabalho pelo lucro desenfreado. O mesmo sistema, ainda é responsável pelo desequilíbrio entre corpo e mente, causando inúmeros problemas de saúde devido às estressantes rotinas de trabalho. É aí, a partir da década de 1970 que o ocidente busca os saberes orientais para tratar desses problemas. A partir de então, o Yoga passa a conquistar cada vez mais adeptos à medida que o mundo moderno se torna cada vez mais turbulento. 
A não-violência é um dos ensinamentos do Yoga
Quer saber mais? 
http://www.yogasite.com.br/ 
Livro “Quem deve mudar todas as coisas: As alternativas do movimento Alternativo”, de Joseph Huber.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bike Fantasy reúne defensores do transporte sustentável

Por Andreza, Daniel, Diogo, Edson, Fabrício, Jeferson
 
 

Ciclistas fantasiados chamam a atenção dos motoristas e pedestres para o compartilhamento e uso democrático das vias da capital


Bruxas, fadas, enfermeiras e palhaços. Tinha fantasias para todos os gostos, tamanhos e estilos na 3ª edição do Bike Fantasy, realizado no último domingo, 30, pelo Movimento Bicicletada Aracaju. O evento reuniu ciclistas que desfilaram pelas principais ruas e avenidas da capital, com o objetivo de conscientizar condutores e pedestres sobre a viabilidade do compartilhamento do espaço viário entre os veículos motorizados e os transportes alternativos.
 

Formado há cerca de quatro anos, o grupo Bicicletada Aracaju se encontra, sempre no último domingo de cada mês, para promover encontros e atividades de ciclismo entre os praticantes do esporte na cidade. Segundo Tiago Alves, um dos organizadores do evento, o grupo é caracterizado por ser um movimento horizontal, sem estabelecer lideranças e vínculos com quaisquer atividades de fins lucrativos.
 

“O objetivo é chamar a atenção da população sobre os benefícios da bicicleta como um veículo de transporte sustentável que ajuda tanto no condicionamento físico, como na melhoria do estado de saúde das pessoas. Por isso, é importante promover espaços e atividades que reforcem a importância do ciclismo em Aracaju, seja na luta por melhores ciclovias, na construção de bicicletários e em campanhas de incentivo para aumentar o número de praticantes”, explica Tiago.

 
 
 
Conscientização

Cerca de 50 pessoas, entre adultos, idosos e crianças, estiveram concentrados no Calçadão da Praia 13 de Julho, para dar início ao percurso de aproximadamente duas horas de relógio. Em geral, os organizadores tentam manter o mesmo nível de velocidade entre os participantes, como uma forma de não deixar nenhum membro para trás e estabelecer um ritmo coeso para todo o grupo. Durante o passeio, algumas paradas eram realizadas em sinaleiras localizadas ao longo do trajeto, com a finalidade de entregar panfletos e conversar com os condutores presentes no local.

Luciano Aranha, um dos mais antigos organizadores do grupo, explica que a intenção da conversa é sensibilizar os motoristas sobre a possibilidade de coexistência pacífica nas vias entre carros e bicicletas. “Os motoristas devem entender que o ciclista não é um condutor invisível. Pelo contrário, devemos ser respeitados com o mesmo tratamento oferecido aos outros condutores motorizados. Em especial, sobre a questão da distância mínima de segurança entre os veículos e bicicletas”, afirma.
 
 







Aprovação

A animação era contagiante entre os participantes do Bike Fantasy. Na opinião das amigas Selma Dantas e Selma Freitas, o evento é uma excelente oportunidade para aproximar pessoas com gostos parecidos, além de estimular a prática do ciclismo entre a população.
 

 “Aqui, foi possível encontrar pessoas que também gostam de pedalar e são freqüentadores assíduos da prática ciclística. A gente mesmo, por exemplo, acabou se conhecendo durante um dos eventos promovidos pelo grupo e, a cada dia, o nosso círculo de amizades vem crescendo durante os encontros de ciclismo que participamos”, explicam as amigas.

Já para a mãe e filha, Adriana e Adriele Gomes, atividades de ciclismo ajudam a atrair novos adeptos para a prática e reduzir o número de motoristas nas ruas. “As pessoas começam a se tocar que é possível andar nas ruas sem a necessidade de usar sempre os carros. A bicicleta é um veículo menos poluente, ajuda a manter a boa forma e a promover uma melhoria na qualidade de vida das pessoas”, opinam.