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sábado, 2 de julho de 2011

Ecos e repercussões da ocupação na reitoria da UFS 2011.1


Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
(Waters e Gilmour, 1975)

A luta por melhores condições em todas as esferas da vida social sempre se fez presente na pauta das reivindicações das associações livres da sociedade civil. Entre as diversas articulações municipais, estaduais, federais e internacionais, o que se vê, fazendo um recorte na mídia jornalística, é uma aparente maior e melhor organização dos diversos setores civis. Como importante coadjuvante dessa organização, as redes e mídias sociais registram e divulgam as ações que na maioria das vezes tem pouca ou nenhuma relevância para a grande indústria da mídia. Como parte desse registro, fotografamos alguns dias da recente manifestação dos estudantes de comunicação social da Universidade Federal de Sergipe, que entre 30 de maio e 10 de junho de 2011 ocuparam sua reitoria como forma não só de exigir melhorias educacionais quantitativas, e garantir através de audiência no Ministério Público Federal de Sergipe que tais exigências sejam cumpridas, com intuito que as melhorias educacionais almejadas sejam também qualitativas.

Último dia da ocupação, estudantes celebram vitória junto ao MPF-SE
Foto: Manuela Veloso

O estopim desse episódio, um entre muitos de ocupação da reitoria da UFS em seus 43 anos de existência, foi aceso em 2009, quando fora iniciado um processo de avaliação do curso que resultou num dossiê que tanto apontava os déficits como indicava soluções, praticamente as mesmas indicadas no Manifesto dos estudantes de Comunicação. De lá para cá o que foi feito se arrastou no passo da burocracia estatal de praxe. Houve necessidade de se abrir novos processos de licitação para concluir algumas obras abandonadas, além da abertura de novos cursos e novas turmas, contempladas com os mesmos déficits. Depois de toda essa pressão, a bolha finalmente estourou.

Jaciara, estudante de biologia solidária à causa dos estudantes de comunicação
social, é aplaudida ao final de sua fala dirigida ao Magnífico Reitor Josué Modesto, 
onde pediu providências urgentes "porque não aguentamos mais!" Dia 31/05
Ao fundo, André Cerqueira fotografa esse momento da ocupação para o texto
Segurem o Gato preto, de Lorena Ferro em postagem para o FotografiaUFS.
Em primeiro plano, Pedro Alves, atualizando o blog #ChegaDeMigalhas, enquanto
professor Cesar Bolaño ministra aula de economia da comunicação. Outros professores
levaram seus alunos para assistir aulas no mesmo espaço. 

Uma ocupação consiste basicamente em que os alunos reivindicantes ocupem os espaços administrativos da instituição com fim de, pacifica e ordeiramente, impedir seu funcionamento. Outras universidades tiveram suas reitorias ocupadas nesses últimos 5 anos. PUC-SP, USP, UFBA, UnB, UFAL, UFC, UFPB, UNICAP, UFAM, FSA, UFESUFMG, UFJFUFRJ, UFMS, UFMT, UFRGS, UFSMUFF, UESC, UFMA, UFPE e UNICAMP.

Dessas, que somam 23,  a única que tinha reivindicações diferentes foi a particular PUC de São Paulo, onde o que se pedia era a redução da mensalidade. As demais tinham praticamente as mesmas exigências, que se alternam entre retomada ou início de reformas estruturais, aquisição de equipamentos, contratação de professores,  moradia universitária. Se comparássemos a educação com um avião, dir-se-ia que de longa data ela voa caindo aos pedaços e com excesso de carga. Coincidentemente ou não, de uma maneira ou de outra essas ocupações todas contestam a política do REUNI, instituído em 2007 e tem o lema "Reestruturação e expansão das universidades federais". Pelas exigências quase oníssonas dos alunos, pode-se aferir que se evidencia uma contradição no lema?

Alunos de vários cursos vieram à reitoria durante a ocupação prestar solidariedade
aos alunos ocupados.

Os estudantes ocupados da UFS exigiam o que está expresso resumidamente na fala da estudante Talita Moraes. Caso queira se aprofundar na pauta reivindicatória leia o jornal 'Ocupe-se', editado pelos alunos após igualmente ocuparem a ASCOM. O resultado da campanha #ChegaDeMigalhas pode ser lidos na  ata da reunião no Ministério Público Federal de Sergipe, onde estiveram presentes o vice-reitor da UFS, Ângelo Antonioli, alunos ocupados e uma comissão de professores do Departamento de Comunicação Social, sob a condução do procurador Pablo Coutinho Barreto. Ao invés do antagonismo aparente entre alunos e representantes da escola, as benesses conseguidas para os alunos sem dúvida refletirão positivamente para todos.

O que foi conseguido? Prioridade máxima na contratação de professores substitutos e efetivos, para suprir a nossa demanda de 16 professores; Prioridade máxima no processo licitatório do futuro Prédio do CESAD, com espaço garantido para o DCOS; O comprometimento da Reitoria para abertura imediata do processo licitatório do Complexo de Comunicação para entrega em Setembro de 2012; A transferência da administração dos espaços laboratoriais do CEAV para o DCOS; A estruturação das salas de projeção audiovisual já para 2011.2; Aquisição de equipamentos e materiais, priorizando os cursos de Audiovisual e Publicidade e disciplinas como Fotografia; Audiência Pública sobre a Rádio UFS, planejada para Outubro de 2011. 



Hall da reitoria durante Assembléia Geral dos Estudantes.

A reunião aconteceu no mesmo dia da Assembleia Geral Extraordinária dos estudantes, convocada pelo Diretório Acadêmico de Comunicação Social  e pela Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, posto que há 4 anos não há assembleias gerais convocadas por quem de fato tinha, além do direito, o dever de convocar: o DCE.

Manifestações de apoio à ocupação durante a AGE, onde representantes de
sindicatos, professores foram dar aopio e alunos de diversos cursos foram ao microfone
para falar das dificuldades enfrentadas no dia à dia dos seus cursos.


Várias manifestações de professores, alunos de vários cursos, representantes de diversas entidades sindicais apoiando o movimento, além de informes e de atividades lúdicas, como a apresentação da peça 'Alice no país da REItoria', de autoria dos alunos ocupados. Ao final da peça, a atriz que interpretou Alice, a estudante de biologia Jaciara perguntou aos mais de duzentos presentes "É pra ocupar?" Senti o chão da reitoria tremer com um sonoro e uníssono grito coletivo: "OCUPA!"

'Alice no pais da REItoria'
Na lista de presença da AGE foram contados até às 20h30 duzentos e trinta e oito nomes. Esse número expressa, ao meu ver e na minha sincera opinião, que a ocupação, vitoriosa no seu objetivo principal, teve uma enorme derrota ao não conseguir a adesão da grande maioria de alunos do seu curso. Vê-se com isso na prática que ocupar uma reitoria ainda é muito mais fácil do que convencer as centenas de alunos do curso de comunicação social a participar de uma luta legítima para a melhoria da qualidade e das condições de ensino.

Teixeira Coelho, resume a fala do sociólogo francês Michel Maffesoli em seu livro 'A república dos bons sentimentos' sobre a contemporânea apatia: O momento atual é um desses em que jornalistas, universitários e políticos, em suma a intelligentsia, mostra-se em total falta de sintonia com a vitalidade popular. Para entender melhor em que isso consiste, é preciso por em evidência a lógica do conformismo intelectual reinante. Diante todos esses agravantes ainda divulgaram um texto apócrifo tentando difamar os organizadores da ocupação que só vale à pena ser citado pelo direito de resposta que suscitou.

Essa massiva e ensurdecedora apatia remete aos povos das cavernas de Platão; às pílulas vermelha e azul do filme Matrix; ao poema 'O analfabeto político', de Bertold Brecht; mas principalmente à música Wish you were here, gravada pelo grupo inglês de rock progressivo Pink Floyd em homenagem ao seu ex-vocalista Syd Barret, sequelado pelo uso de drogas alucinógenas e preso em seu mundo particular até 2006, quando faleceu. Essa música, que dá nome ao disco, diz o que gostaria de dizer a todos os estudantes ausentes na ocupação: como eu gostaria de ter você aqui!

Os estudantes ocupados da UFS exigiram demandas específicas do seu curso e conseguiram uma promessa acordada no MPF-SE. Mas sua realidade é um microcosmo que reflete o problemas semelhantes de todos os outros cursos. O buraco é muito mais embaixo e as deficiências são similares, posto que a política educacional, mesmo propagandeando o contrário, parece instaurar um processo de sucateamento, há muito evidente no ensino público fundamental e médio, em toda malha educacional superior. O que esses alunos ocupados fizeram foi o mesmo que alunos de outras épocas quando dificuldades nas políticas educacionais surgiram: não deixaram a escola atrapalhar seu estudo.

Texto e fotos André Teixeira

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Segurem o gato preto!

Para a direção da UFS, falta de estrutura do curso de Comunicação Social é "azar"

Por Andréa Cerqueira e Lorena Ferro


Hall de Reitoria ocupado
No dia 31 de maio de 2011, aconteceu na reitoria da Universidade Federal de Sergipe (UFS) uma “reunião” entre o Reitor, Josué Modesto dos Passos Subrinho, e estudantes do Curso de Comunicação Social, com participação de outros cursos e alunos secundaristas. Um dos assuntos tratados foi a precariedade do ensino e a falta de estrutura dos cursos da instituição. O debate ocorreu de forma pacífica, procurando encontrar soluções para os problemas, que em alguns casos o gerente da universidade, informou desconhecer, como falta de banheiros e bebedouro no Departamento de Comunicação Social.

A reunião foi também uma ótima oportunidade para os vestibulandos que visitaram a Universidade durante a Semana de Graduação conhecerem a realidade do local onde pretendem estudar. O estudante do Colégio Estadual Atheneu Sergipense, Giovane Mangueira, que cursa o primeiro ano do ensino médio diz que está ciente das péssimas condições do curso e concorda com a reivindicação: "Vim aqui para saber um pouco mais sobre a qualidade de ensino oferecida. Estou triste pois, apesar de querer fazer Jornalismo aqui, estou pensando em sinceramente ir para uma universidade particular. Sei que será caro, mas terei um ensino de qualidade.  Não tinha noção de como a situação está grave." Até para os futuros universitários é incompreensível uma habilitação em Jornalismo, pertencente ao curso de Comunicação, não ter os equipamentos suficientes para a prática, e faltar professores para até 12 disciplinas no período letivo!

Militantes do Coletivo Enecos em reunião
Foi perguntado ao Reitor o motivo de o Curso de Comunicação Social ter 18 anos de existência e as melhorias terem sido quase inexistentes. Para o Magnífico, o Departamento teve alguns azares.
"Vocês têm azar", explicou Josué Modesto, Reitor
 Quem sabe uma oração contraria um espelho quebrado ou um gato preto? Dizem que quando se quebra um espelho se tem sete anos de azar... Vai ver a culpa foi do gato! Segurem esse gato então! Foi, portanto, cansados de ouvir desculpas, que os estudantes idealizaram a campanha ‘Chega de Migalhas’, para afirmar que pequenas melhorias não adiantam. Desculpas descabidas só fazem com que haja desilusão de um desenvolvimento concreto na instituição. “Chega de tantas desculpas, os estudantes não aguentam mais”, esse é um trecho do apelo dos estudantes.
Verdades estampadas na camisa do estudante
 Raiane Souza, estudante do 3º período de Audiovisual, também desabafa sobre os problemas que vêem acontecendo: “O curso está em péssimas condições, só tem sete câmeras fotográficas no departamento, já aconteceu de minha turma ter que dividir o uso das câmeras com outras, inclusive passamos um mês e uma semana com dez maquinas fotográficas por pessoa e estou completamente frustrada em relação ao curso. A justificativa dada pelo Reitor quando questionado sobre outros cursos e o porque de alguns com menos tempo em relação ao nosso estarem em melhores condições, a resposta dada foi que nós tivemos alguns azares... Esperava mais da Universidade.”

Porta de entrada ao gabinete do reitor

A coordenação da mobilização  teve a participação da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS), entidade que sempre pauta a qualidade da formação do comunicador. Agatha Cristie, estudante de jornalismo e membro desta entidade,  diz: "Já esperávamos esta resposta, o Reitor precisa tomar uma posição, é lamentável termos que ouvir piadas em relação ao debate”. 

"Educação de qualidade é algo intrínseco para a formação do profissional. Como se pode cobrar qualidade quando não se tem? Com isso há uma geração de mão de obra desqualificada, implicando na qualidade da informação passada através dos meios midiáticos", lamenta a estudante.
Assinaturas para serem levadas ao Ministério Público Federal
Por detrás da militância
Apoio de vários coletivos
Estudante desabafando sobre as problemáticas da UFS
"Eu não aceito nem migalhas nem promessas,
 já sofri e tenho pressa! Cheg de licitação"

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Saudosismo marca o fim dos debates no EICA



Por Andréa Cerqueira
Ouvintes no 2º dia do EICA


1º mesa da tarde: Discursos sobre desenvolvimento sustentável
A complexidade da conferência final foi exemplificada pelo esgotamento do tempo estipulado para o encerramento da quinta feira, segundo dia do evento, que seria até as 18h, o que não ocorreu. O debate apenas teve fim uma hora após, deixando sentimento saudosista por parte dos palestrantes. Com questões mais pontuais que as mesas do turno da manhã, a participação de ouvintes foi maior.
Rosemeri Melo, ultima palestrante da mesa
A primeira mesa, coordenada por Jean Cerqueira, mestre pelo Prodema, pesquisador do Laboratório Interdisciplinar de Comunicação Ambiental - LICA e professor pelo departamento de Comunicação Social da UFS, abordou a temática: Discursos sobre o desenvolvimento sustentável. A mesa teve participação de Luciana Miranda Costa, jornalista com doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (UFPA), juntamente com Gabriela Scotto, doutora em Antropologia pelo Museu Nacional da UFRJ, professora adjunta do Departamento de Fundamentos de Ciências da Sociedade da UFF e Rosemeri Melo e Souza, pós-doutora em Biogeografia pela The University of Queensland (Austrália) e doutora em Desenvolvimento Sustentável pela UnB, sendo ainda professora associada do Departamento de Geografia da UFS.  Houve um debate crítico sobre os discursos divulgados na mídia, com exemplos que deram uma boa visibilidade ao tema. A professora Rosemeri, no momento de seu discurso brincou com a plateia dizendo “até tu cara pálida”, ao questionar as verdadeiras intenções de cada um com a relação meio ambiente e homem.

Ultima mesa sobre ambientalismo com exibição de videos
Ambientalismo, consumismo e marketing verde foi o título dado à mesa mais complexa do evento, e a temática mais esperada pelos encontristas, por ser altamente debatida no cotidiano da sociedade e por ainda assim precisar de boa compreensão. Tendo início com exibição de vídeos e coordenada por Matheus Felizola, professor do Departamento de Comunicação Social da UFS, mestre pelo Prodema, doutorando em Ciências Sociais e pesquisador do LICA, com foco nos movimentos ambientalistas.
O debate foi realizado por Gino Giacomini Filho, livre-docente em Publicidade e Propaganda pela USP, professor e coordenador do Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). O debatedor foi questionado pelo aluno da UFS, Wesley Pereira, com uma afirmativa que durou aproximadamente cinco minutos, recebendo aplausos de todos e reconhecimento do próprio palestrante. Fátima Portilho, doutora em Ciências Sociais (Unicamp), professora do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), também participou do debate,  onde apresentou sua pesquisa Meio ambiente, consumo e cultura política, juntamente com Antônio Vital Menezes de Souza, doutor em Educação, professor do Prodema-UFS. 
Fotógrafos tentanto registrar imagens dos palestrantes

Idéias divergentes e expectativa para o 2º dia do EICA


Por Andréa Cerqueira
1º mesa de debates: Comunicação ambiental de risco, a questão fo petróleo

Coordenadora do EICA e da 1º mesa, Sônia Aguiar
Alta expectativa pelo segundo dia do 1º Encontro de Comunicação Ambiental (EICA), realizado no auditório da reitoria da UFS, tanto pela relevância dos temas abordados nas mesas de palestras, quanto pela biografia dos conferencistas, como Ana Cristina Carvalhaes Machado, jornalista de Economia e integrante da equipe da comunicação institucional da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); Nilton Marlúcio de Arruda, jornalista com mestrado em Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável, e coordenador de Organização, Gestão e Processos de Segurança, Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde (SMES) da Petrobrás, e Gicélia Mendes da Silva, doutora em Geografia e professora adjunta do Departamento de Geografia e docente do Prodema-UFS. Todos compondo a primeira mesa de palestras com o tema Comunicação ambiental de risco: a questão do petróleo, coordenada pela doutora em comunicação e professora da UFS pelo departamento de comunicação social, Sônia Aguiar.
Auditório da Reitoria-UFS
Os palestrantes tiveram idéias divergentes, o que enriqueceu o debate pós palestra entre acadêmicos, ouvintes, professores. Entretanto, segundo Wesley Pereira, acadêmico do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe, a “apresentação discursiva foi muito desviada em relação ao tema e repleta de contradições ideológicas que me pareceram malfazejas”. Segundo ele, isso inibiu parte do público ouvinte, em relação a perguntas para alguns palestrantes.
2º mesa: Vera Lucia Diegoli, editora-chefe do Repórter ECO
Já na segunda mesa do turno da manhã, Percepções e imagens do meio ambiente na mídia, coordenada pela doutora em Comunicação, pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (LICA) e professora do Departamento de Comunicação Social, Ana Ângela Farias, teve a contribuição dos debatedores Vera Lucia Diegoli, uma das criadoras e atual editora-chefe do Repórter ECO, Antônio Ribeiro de Almeida Júnior, professor associado do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq-USP e  Paulo Sérgio Maroti, doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela UFSCar e professor do Prodema.
Sem muita repercussão do tema, houve encerramento das atividades do turno para o retorno previsto às 14h.
2º mesa da manhã: Antônio Ribeiro de Almeida Júnior em palestra


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bom humor marca abertura do EICA

Por Daniel Nascimento

Profa. Sônia Aguiar, na abertura do EICA
Com muito bom humor, nessa quarta-feira, 13, foi aberto o 1º Encontro Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (EICA). Aberto pela exposição fotográfica e por uma mostra de curtas do Circuito Tela Verde, o evento é uma iniciativa do Laboratório Interdisciplinar de Comunicação Ambiental (LICA) e do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema) da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Vice-reitor particiou da mesa de abertura
A abertura foi realizada no auditório da reitoria da UFS e contou com representante de diversos órgãos e entidades. Participaram da abertura nomes como os do vice-reitor, Ângelo Roberto Antoniolli, da coordenadora do LICA, Sonia Aguiar, e do chefe do Departamento de Comunicação Social (DCOS), Fernando Barroso.


Carlos Walter Porto-Gonçalves
Logo após a finalização da mesa de abertura, foi a vez do doutor em Geografia e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carlos Walter Porto-Gonçalves, subir à mesa para discutir o tema proposto: "O papel da informação e da comunicação em tempos de neoliberalismo ambiental”. Ele trouxe diversos assuntos à tona como o papel das ONGs, do governo e da universidade nas questões ambientais.


O doutor Carlos contagiou a plateia
Com um ótimo humor, o palestrante contagiou a plateia que lotava o espaço. Ele disse que ficou devendo um pouco ao tema proposto, já que a comunicação não foi o tema principal de sua palestra; mas, mesmo assim não desapontou os ouvintes e trouxe vários exemplos que ilustraram suas falas de vários modos.

Exposição

A exposição “A cidade, os seres e o ambiente” segue montada no hall da reitoria até a próxima terça-feira, dia 19. Ela conta com fotos de vários alunos dos cursos de comunicação da UFS e foi coordenada pelas professoras Beatriz Colucci e Renata Voss.



Mais fotos



Confira a programação dos próximos dias.



Confira depoimento da professora Sonia Aguiar sobre o primeiro dia do EICA.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

VIII Feira de Livros Didáticos ocorre entre 22 de novembro e 17 de fevereiro

A feira 'Drummond de Andrade' se localiza
na Coroa do Meio
Por Eloy Vieira, Joanne Mota e Monique Garcez

O que você faz com os livros que você não utiliza mais? Guarda? Vende? Troca?

Estas e outras perguntas similares são as que as irmãs e empresárias Magna, Marise e Márcia Melo responderam ao criar as feiras de livros didáticos e paradidáticos ‘Asas de Papel’, ‘Páginas Coloridas’ e ‘Drummond de Andrade’.

Há oito anos, Marise Melo resolveu criar um espaço onde livros didáticos pudessem ser vendidos, trocados ou mesmo doados. Assim, nasceu a feira de livros ‘Drummond de Andrade’, que fica localizada na Rua Construtor Genival Maciel, e é considerada  a maior feira de livros didáticos do Estado.

As irmãs Marise e Magda Melo (da esq. p/ dir.) se ajudam para organizar a feira de livros

São cerca de 3 mil livros trocados durante todo o período
A feira ‘Asas de Papel’, criada por Magna Melo há dois anos, e localizada Avenida Visconde de Maracaju, e a feira ‘Páginas Coloridas’, criada por Márcia Melo este ano, e localizada no Conjunto Inácio Barbosa, são fruto da ‘Drummond de Andrade’, que além de realizar um serviço social, criou uma ação que se tornou tradição familiar.

Com um acervo conservado, as proprietárias explicam que as feiras ocorrem entre os meses de novembro e fevereiro e estão organizadas em três pontos estratégicos da cidade, o que facilita a distribuição dos clientes por região. Elas acrescentam que atualmente possuem um quadro de 13 funcionários distribuídos nos três espaços. Além disso, as feiras possuem dois focos, um comercial, no qual os pais conseguem fazer uma economia de até 60% na compra dos livros didáticos, e outro social, pois o que não é trocada ou vendido é doado à instituições beneficentes como Toca de Assis e Casa Santa Zita.

As estantes de livros estão à espera do grande movimento, que deve começar no próximo dia 15 e segue até meados de Janeiro
“Para mim este é mais que um serviço, pois mesmo comercializando livros usados nós podemos garantir que muitos pais consigam comprar os livros solicitados pelas escolas. E mesmo quando os livros não servem mais para estudo, como é o caso dos livros anteriores à reforma ortográfica, eles podem ser doados e entregues para a reciclagem”, explica Magna.

As estantes estão lotadas de livros didáticos e paradidáticos
As proprietárias informam ainda que as feiras chegam a atender 10 mil pessoas, com um fluxo diário de mais de 200 por dia. “A cada ano a procura pelo comércio alternativo de livro aumenta. Nós possuímos clientes desde a abertura, mas o sucesso das feiras tem garantido a ampliação da procura por “nossos” livros”, acrescenta Magna Melo.

Márcia Dutra trouxe a filha à procura de novos livros didáticos
Márcia Dutra trouxe os livros de sua filha para trocar e achou a ação super inovadora. “Sou do interior de São Paulo, e foi uma amiga que me falou sobre a feira e achei muito interessante ter uma ação como esta em Aracaju. É a primeira vez que venho e trouxe alguns livros que estão em ótimo estado e poderão ser utilizados por outra pessoa. Assim, além de ajudar, também economizo dinheiro”, diz Márcia.

Ficou interessado na feira? Entre em contato com a organização:


Confira mais fotos na nossa galeria.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Colégio da rede particular ameniza a ansiedade dos vestibulandos com revisões extra-classe

  Por Andréa Cerqueira, Julie Melo Braga, Nara Barreto, Tati Melo, Verlane Estácio


Sala do cinema lotada na revisão para o vestibular
De cinco a oito de dezembro, cerca de 32 mil estudantes disputam uma das 5.260 vagas do vestibular 2011 da Universidade Federal de Sergipe (UFS). A três dias do início das provas, os colégios de Aracaju promovem uma maratona de revisões em lugares diferentes, como cinema, praia, resort e boate, no intuito de relaxar os candidatos. 

Desde a última quarta-feira (1), um colégio da rede privada de Aracaju, promove a “Revisão de Cinema”, destinada aos alunos do segundo e terceiro ano do ensino médio, além das turmas de pré-vestibular e terceiro ano assistente. 


Coordenador do colégio, João Carlos
  De acordo com João Carlos Bandeira, coordenador do colégio Amadeus, aproximadamente 1.100 alunos participam da revisão, que acontece em duas salas do cinema de um shopping da capital. “A escolha do local é para quebrar o paradigma da sala de aula. Na reta final, o aluno fica tenso e se sente pressionado pela sociedade e pelos familiares. Então para quebrar tudo isso e como uma forma de confraternização, nós trazemos os alunos para o cinema”, informa João.

Local e material diferenciado para as revisões finais

Para os professores, as aulas fora da escola são uma forma de suavizar a ansiedade dos estudantes. “Um dos fatores importantes, além de passar conteúdo, é trabalhar sempre o emocional do aluno. Várias pessoas perdem o vestibular por causa da falta de atenção e do nervosismo. É fundamental demais essa mudança de local das aulas, pois a semana que precede o vestibular é quando bate a tensão. Com uma revisão no shopping, nós distanciamos um pouco o aluno do pensamento da prova,” conta Victor Rollemberg, professor de geografia.

Prof. de física, Cleberton Blanco
O professor de Física Cleberton Blanco relata que a revisão é o momento mais difícil para o docente. “O professor tem que se preparar em dobro, para passar certa calma para o aluno. O motivo principal da revisão de hoje nem é repassar e massacrar os assuntos dos exames, pois isso já foi feito antes. Agora, é um período de descontração mesmo”, confessa.

Aluna do Assistente, Nayane Nazareth
Os alunos, maiores interessados, veem a revisão no cinema também de forma positiva. Nayane Nazareth, que tenta pela quarta vez ingressar no curso de medicina, afirma que está ansiosa, porém confiante. “Estou apreensiva, mas sei que estou preparada, pois estudei o ano todo. Espero que essa fase acabe logo, é um tormento estudar o todo tempo, sem diversão. Dois anos seguidos, participo da revisão de cinema, além de desestressar, ela serve como interação também. Brincamos e nela não tem aquela seriedade da sala de aula, onde temos que prestar atenção o tempo todo”, relata Nayane.

Na reta final, não há mais tempo de abrir o livro e a ansiedade toma conta dos candidatos. Para o professor Victor, esse é o momento do aluno relaxar. “O aluno deve se alimentar bem e manter a calma. Doente é aquele que não fica nervoso, ansioso. Mas o equilíbrio emocional é muito importante na hora prova”, aconselha o professor.